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Porque BARBECUE
- PEJO. E não BARBECUE - RENO ou BARBECUE -TOUYOTA ou BARBECUE - DATSOUNNE
?
Jean
ODOUTAN : Em praticamente todos os países da Africa negra,
onde
estive, é a marca Peugeot que domina. E, depois, veja bem, é a força.
O leão que urra.
Qual é o ponto de
partida de BARBECUE – PEJO ?
Jean
ODOUTAN :
Eu folheava um jornal francofone.
Eu vi um artigo delirante que me fez morrer de rir. A história se passava
no norte do Benin, país de onde venho. Um pobre homem é enganado por seu
próprio primo que serve de intérprete durante uma transação de milho e
de mandioca. E como essa história me lembra minha infância nas ruas de
Cotonou e nossos arranjos para nos apropriar de ridículas futilidades
ocidentais…. Logo em seguida eu me inspirei para « botar » BARBECUE
– PEJO.
Em quais condições
o filme nasceu ?
Jean ODOUTAN
: Duro! BARBECUE – PEJO
nasceu, posso dizer, milagrosamente. Eu consegui um avanço sobre
a receita. Eu convenci alguns novatos mais ou menos apaixonados e amantes
de aventura. Um diretor de Produção, um combatente, eu diria, chamado
Christian LAMBERT, que entra comigo na dureza. Eu era um cenarista
não muito certo de mim. Diretor de garra que tem muito a aprender. Produtor,
porque o jogo valia a pena. Compositor para acalmar meus nervos. Uma ou
duas pessoas me empurraram na lama, então virei cenógrafo e ator. Alguns
chamam isso de megalomania, outros de incosciência. Para mim, é o destino.
Fale-nos de Ouidah
que é um dos balcões de tráficos de negros.
Jean ODOUTAN
: Eu escolhi Lobagbomé, o vilarejo do meu pai, na circunscrição de Ouidah.
O vilarejo vodu mais famoso da região, talvez o mais belo. Filmamos também
na rota dos escravos e na praia mesmo, onde eram embarcados como « mercadoria
especial ». A emoção foi grande. Senão, Ouidah, é um lugar paradisíaco.
E
sua relação com os outros atores ?
Jean ODOUTAN
: Boa. Muito boa. Não havia chicotadas cotidianas para lembrar
da ordem, mas parecia …
Próximos projetos.
Jean ODOUTAN
: Estou na montagem do meu segundo longa metragem, DJIB.
E na preparação dos meus terceiro e quarto longa metragens : MAMA
ALOKO e LA VALSE DES GROS DERRIERES, a filmagem
começa 4 de julho 2000. …. Eu começo rapidamente as filmagens, pois é
a 45 rdlc, minha empresa, que assegura a produção e a distribuição dos
meus filmes. Sim… pode-se dizer que minha vida é totalmente dedicada a
sétima arte.
Entrevista realizada
por um jornalista desconhecido
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